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Oficinas de artesanato enriquecem alunos de escolas públicas na 18ª Semana do Artesão

Eventos incluem experiências com Origami, Cerâmica Terena e Viola de Cocho em Campo Grande

17/03/2026 às 15:24
Por: Redação

Na 18ª Semana do Artesão, oficinas de artesanato estão sendo realizadas em escolas públicas de Campo Grande, levando a cultura e tradição sul-mato-grossense aos estudantes. As atividades incluíram as escolas Bernardo Franco Baís e Governador Harry Amorim Costa, com oficinas de Origami, Viola de Cocho e Cerâmica Terena.

 

Na Escola Municipal Bernardo Franco Baís, estudantes do sexto e nono anos participaram de uma oficina de Origami conduzida por Elder Alves Severino. Ele destacou a importância de ser artesão no Mato Grosso do Sul e trabalhar com papel e origami, refletindo a cultura local influenciada pela imigração japonesa.

 

“Como é que é ser artesão em Mato Grosso do Sul, e ao mesmo tempo trabalhar com o papel e com origami, que é uma coisa que faz parte da nossa cultura por conta da imigração japonesa. Então, para trabalhar sobre esses temas, sobre a economia criativa, sobre a importância disso para nós, o nosso estado e a nossa comunidade”, diz Elder.

 

Verônica Lindquist, professora de Artes, enfatizou que a arte também pode criar uma economia criativa, gerando subsistência e valorização do artesanato local. "Proporciona uma valorização do que é produzido aqui", afirmou.

 

Pedro Henrique, aluno do nono ano, expressou sua satisfação em aprender sobre origami, considerando-o representativo da cultura sul-mato-grossense e útil para concentração.

 

Na Escola Municipal Governador Harry Amorim Costa, alunos do sétimo ano participaram da Oficina de Cerâmica Terena com Rosenir Batista, enquanto o nono ano teve a Oficina de Viola de Cocho com Sebastião Souza Brandão.

 

“Eu deixar os alunos à vontade, porque eles também têm criatividade para fazer algumas coisas que eles querem fazer. Então eu deixo à vontade. Para mim esta oficina é tão importante para o trabalho da aldeia, que sai da aldeia, para a cidade. Então isso é muito importante para nós, que nós somos a artesã indígena”.

 

“É o começo, como a gente começa, inicia a aprender a fazer a viola. Ela vai ser uma viola de souvenir, aí eles vão ter que saber explicar para eles como é que inicia, mas tem cada um que terminar a sua viola. Para mim é um grande prazer, porque essa é uma cultura que é tão antiga e que o povo já começou a esquecer dela há muitos tempos atrás”.

 

Gláucia Pereira Silva de Almeida, professora de História, ressaltou que essas oficinas representam uma oportunidade de se desligar dos livros e aplicar conhecimentos históricos na prática.

 

A abertura oficial da 18ª Semana do Artesão ocorrerá no dia 18 de março, às 18 horas, na Esplanada Ferroviária, com a Feira Mãos que Criam. Serão homenageados Marilde Cecilia Ferreira, Luiz Gonzaga de Oliveira e Elizabeth Antunes Marques. O evento cultural contará com a apresentação do duo Borba Nonnato.

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